Geração Z da China tem tanta vergonha do desemprego que vai para escritórios falsos e finge que está trabalhando

Na China, uma nova tendência chama atenção: escritórios de mentira, alugados por jovens desempregados que querem esconder sua situação da família. Por apenas 29,9 yuans (cerca de US$ 4) ao dia, é possível ocupar uma mesa, usar um computador (sem funcionar) e até almoçar — tudo para manter as aparências de uma rotina profissional, em meio a uma crise de desemprego que atinge em cheio a Geração Z do país.

A proposta surgiu na província de Hebei, mas não é a única. Há também quem cobre para se passar por “chefe” em fotos, sentado em cadeiras de couro, tudo para reforçar a ilusão diante de pais e parentes que pressionam por sucesso. Pessoas mais velhas também se utilizam do recurso para seus parceiros e parceiras caso sejam demitidos, assim podem esconder o fato até que encontrem outro emprego.

Pagar para fingir que vai trabalhar

Em um país onde a competitividade começa na infância e onde a taxa de desemprego entre jovens de 16 a 24 anos já passou de 21%, admitir o fracasso profissional é, para muitos, motivo de vergonha.

Além dos “escritórios simulados”, relatos mostram jovens passando o dia em cafeterias ou bibliotecas, fingindo estar empregados. A ideia é evitar o peso emocional de preocupar a família — ou enfrentar julgamentos.

Por trás dessas estratégias está uma geração exausta da “corrida dos ratos”, como muitos chamam o ritmo acelerado da sociedade chinesa, e que agora procura formas menos convencionais de lidar com o desemprego, mesmo que seja apenas mantendo as aparências.


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